quando dou, não tomo
multiplico, somo
amo, mas não domo
sou fada e gnomo
quando eu dou, eu como.

Silvia Sangirardi









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//Créditos




 

Teus seios me apontam o caminho
e sigo,
descalço e nu,
alimentando-me, unicamente,
do leite puro de tetas
e do mel, mosto único,
embriagador,
sensação lancinante
nos presentes que me embalas,
ao me ninar
sobre as coxas
em veludo.

 

 

 

...

 



- Postado por: às 08h49 PM
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Gostava às vezes de ser outra

 

 

 




Gostava às vezes de ser outra.
Outra mulher a sussurrar sem medo
Gostava de ser uma, assim, calma, paciente.
Que levasse a vida devagar, sem agonia.
Assim, como quem não sente.


Gostava de ser outra a descansar,
Tranqüila...Consciência em paz, sossegada,
De quem não se atira à vida.
Uma assim que não sofresse,
Não parasse, pra pensar...
Não se arrependesse.


Mas não. Tenho o espírito
Em constante rebuliço.
Sempre perguntando o porquê
De tudo isso.
Ora apaixonada,
Ora em desgraça,
Ora alegre, triste, irada.
Danço e brigo,
Vou e volto.


Gostava bem de ser outra,
Às vezes...

(A poesia me abandonava?)

Silvia Chueire



- Postado por: às 01h38 AM
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