quando dou, não tomo
multiplico, somo
amo, mas não domo
sou fada e gnomo
quando eu dou, eu como.

Silvia Sangirardi









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Amor Perfeito








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- Postado por: às 02h04 AM
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O que é VIVER?

Viver é inventar o dia.
É desconhecer a arrogância.
Exalar pura energia!
Fazer poemas de amor.
Devolver sorrisos.
Acreditar que o bem vence o mal. Sempre!
Enfeitar o coração com cores!
Conquistar amigos e ser sempre leal e fiel.
Transformar dor em alegria.
Ser amor de coração.
Inspirar justiça.
Viver é correr atrás dos sonhos,
da inspiração, dos projetos.
Buscar o entendimento das coisas.
Ser sempre da paz.
Orar em agradecimento pelas dádivas recebidas.
Buscar o que nos faz bem e aos outros também.
Beijar na boca.
Amar!
Pintar o mundo com as cores que nossa imaginação mandar.
Estar sempre jovem.
Viver é: Ser sempre verdadeiro.
É constantemente redescobrir as coisas belas da vida,
lembrando que o sorriso é o idioma universal.
Ouvir músicas que acalmem a alma.
Desacelerar e aproveitar o tempo,
cada pequeno momento de prazer.
Viver,... é simplesmente ver
a vida com o coração.

 

 

 

 

Rô (Querendo viver)

 

 

 

 

 

 

 



- Postado por: às 12h40 AM
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Poema da Buceta

 

 

Com o perdão da palavra,
eu gosto mesmo é de buceta.
Há palavras que não se encaixam
no verso ou na prosa,
mas buceta se encaixa,
buceta é gostosa.

Buceta é uma beleza,
buceta é a palavra mais linda
da língua portuguesa,
buceta é a coisa mais bonita do mundo.

O que seria de mim sem ela?
Nem sequer eu nasceria.
Buceta, via de regra, é a via.
A via estreita.
Somos todos filhos da buceta.

Sou um bucetófilo,
com o perdão da palavra.
A palavra é feia,
mas a buceta, não.
A buceta é bela.
O que seria de mim sem ela?

Repetirei tanto a palavra buceta
que você vai se acostumar.
Pois até mesmo as garotas mais recatadas,
de boca limpa e pensamentos sérios,
têm buceta.
Até mesmo os homens mais cheios de siso,
para quem a palavra buceta não deve entrar no poema,
vieram da buça.

De menino, sou da buceta.
A buceta me intriga
desde os tempos imemoriais.
Não se passou uma hora em minha vida
sem pensamentos de buceta.
A buceta é meu princípio, meu fim:
eu me acabo na buceta.

Por isso eu falo, por isso eu penso,
por isso eu canto: bu-ce-ta.
Nunca mais direi uma frase
que não inclua a palavra buceta.
A ela renderei todos os meus sins,
todos os meus ais, todas minhas odes.
Com a buceta ninguém pode.
(Disse.)

Buceta é outra civilização,
vou-me embora pra buceta.
Todas as coisas, meu amigo,
são bucetas disfarçadas.
O pinto, esse ridículo,
não passa de um ensaio,
muito mal-feito, aliás.

A buceta, não: a buceta é sutil,
pertence ao lado de dentro,
delicada como um lírio de carne,
um tamarindo fêmea,
uma usina de pêlos e músculos,
como é linda a buceta.

Irmã da boca, caminho das mãos, amiga do peito,
senhora dos meus pensamentos,
com o perdão da palavra,
eu te amo, buceta.

 

 

Paulo Briguet 

 

 

 

 

 

 



- Postado por: às 08h27 PM
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Sou a mulher invisivel
Planando acima da multidão fervilhante
Que ruge aos meus pés,
Sentindo a minha presença,
Sem me poder alcançar.

Sou um cavalo alado,
Desbravando planicies brancas
Correndo em manadas,
Vivendo liberdades
Que outros nem provam.

Sou mariposa noturna
De asas abertas
Antenas ligadas ao mundo
Sugando vida da vida
Provando o amor no ar.

 

 

 



- Postado por: às 11h04 PM
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Beije-me

 

beije-me as coxas
pálpebras, dedos, lóbulos
os dois

beije-me os seios
um e outro, que são ciumentos
ambos

beije-me os lábios
superior e inferior
os grandes e os pequenos

todos

 

Martha Medeiros

 

 

Post Oferecido pelo meu querido amigo Marcelo Idiarte, apreciador das coisas belas...



- Postado por: às 02h51 AM
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ATA-ME

 

 

 

 

 

Amo a tormenta
A tempestade, a velocidade
Não espere, quero surpresa
Me desespere e estarei presa

Ata-me
Ata-me
Ata-me
Ata-me e beija

Deseje muito
Festeje sempre
Atormente, atormente
Não me deixe ir
Roube minha alma
Faça de conta
Provoque a palavra
Desafie cada segundo
Com a vida
Em cada chegada
Forje a despedida
Sem calma, me ame
Com pressa, mechame
Serei tua mulher

Beija, beija ata-me e beija
Beija ou me deixa beijar, beijar

Deseje muito
Festeje sempre
Atormente, atormente
Não me deixe ir
Roube minha alma
Faça de conta
Provoque a palavra
Desafie cada segundo
Com a vida
Em cada chegada
Forje a despedida
Sem calma, me ame
Com pressa, me chame
Serei tua mulher

Beija, beija, ata-me e me beija
Beija ou me deixa beijar, beijar

Amo
Porque não me acalmo
Amo
Porque não me acalmo não

Daniela Mercury

 

 


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- Postado por: às 11h57 PM
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Insensatez

eu navego
em ti
o desejo insano
que persegue
anos a fio.

nas águas perigosas
do teu cio
eu me deixaria afogar
de vez.




- Postado por: às 04h41 AM
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Filamentos

Teço os caminhos em que eu mesma ando
Rasgam-se-me as vestes cerzidas pelo Tempo
Nua, detenho dos véus da Vida
Retalhos de minha cosedura.

 

 

Roberta Tostes



- Postado por: às 11h22 PM
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é noite, espero por ti
mas tu demoras...
a ansiedade toma conta de mim
meto a mão por baixo da blusa
acaricio os meus seios
de mansinho, com carinho
imagino-te a chegar
a envolveres-me num abraço
mas demoras...
a minha mão desce
procura outros prazeres
não aguento, tiro a roupa
tenho de me sentir liberta
tenho de sentir o teu toque
que tarda...
as minhas mãos são as tuas
os meus dedos, os teus
percorrem caminhos
que tão bem conhecem
lentamente
com ternura
com loucura
sinto-te a chegar
sinto-te em mim
sinto-me explodir
deixo-me ficar
adormecida
à espera de ti...

 

 

 

 



- Postado por: às 01h07 AM
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Provei-te e gostei
Quero sempre mais.
Saborear-te lentamente,
tomar o teu gosto
e fazer-te perdurar.
Deliciar-me com o prazer
que esta tua iguaria me dá!


*Ana Luar

 

 




- Postado por: às 08h33 PM
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Observações

 

 

 

Falo sozinha

Pois só os loucos se permitem
Diálogo consigo mesmo
Talvez somente os insanos
Se questionem sem pudor
Se permitam o diálogo
Entre as partes do seu ser
E quão tênue é a fronteira entre a sanidade e a loucura.
Oscilamos pendularmente entre loucura e sanidade
Isso é viver...
Talvez a plenitude seja
Não sentir culpa pela loucura!

Letícia Marques

 

 

 




- Postado por: às 01h07 AM
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TE BEBERIA TODA HORA

 




se você chegasse assim bela
na minha janela
com esse rosto gostoso
e esse sorriso sincero
eu te colocaria dentro
e passaria a tramela
faria do teu corpo meu horto
minha morada
te beijaria inteira
te faria princesa
nem puta nem senhora
mas uma senhora mulher
te faria ainda se sentir menina
dessas sapecas
alisaria teus pelos
entraria em teus meios
com jeito e carinho
beijaria teus seios teus lábios
acho que depois não teria adeus
nem seria você pedra no caminho
seria sim água, rio, nau
te beberia a toda hora e navegaria todo dia

 

Raul Los Dias

 

 

 

 

 

 



  • - Postado por: às 01h24 AM
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    A rosa e a borboleta

     

    Uma vez uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida, pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata. Assim, quando a borboleta se aproximou voando da rosa e disse que a amava, a rosa ficou coradinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas ó desgraça! A borboleta só voltou muito tempo depois.

      - É isso que você chama fidelidade? – choramingou a rosa. – Faz séculos que você partiu, e além disso você passa o tempo de namoro com todos os tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas na dona Margarida até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada!

      - Fidelidade!? – riu a borboleta. – Assim que me afastei, vi o senhor Vento beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me falar em fidelidade!

    Moral: Não espere fidelidade dos outros se não for fiel também.

     

     



    - Postado por: às 11h33 PM
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     Não lavei os seios
    pois tinham o calor
    da tua mão.

    Não lavei as mãos
    pois tinham os sons
    do teu corpo.

    Não lavei o corpo
    pois tinha os rastros
    dos teus gestos;
    tinha também, o meu corpo
    a sagrada profanação
    do teu olhar
    que não lavei.

    Nem aqueles lençóis,
    não os lavei,
    nem os espelhos
    que continuam
    onde sempre estiveram:
    porque eles nos viram
    cúmplices, e a paixão,
    no paraíso,
    parece que era.

    Lavei, sim,
    lavei e perfumei
    a alma, em jasmim,
    que é tua, só tua,
    para te esperar
    como se nunca tivesses ido
    a nenhum lugar:

    donde apaguei
    todas as ausências
    que apaguei
    ao teu olhar.


    (Soares Feitosa)



    - Postado por: às 02h10 AM
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    - Postado por: às 01h54 AM
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    Provei-te e gostei
    Quero sempre mais.
    Saborear-te lentamente,
    tomar o teu gosto
    e fazer-te perdurar.
    Deliciar-me com o prazer
    que esta tua iguaria me dá!


    *Ana Luar

     




    - Postado por: às 01h25 AM
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    - Postado por: às 01h21 AM
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    Dedos do silêncio
    Rosy Feros 

    Vem...
    Me toma à beira da noite,
    caminha por mim
    com seus passos molhados,
    despeja seu rio no meu cálice
    – pois minha emoção é só água.

    Vem...
    Que eu lhe dou um trago
    deste meu vinho guardado,
    destas minhas uvas
    frescas de inverno...
    Que eu derramo em gotas meu perfume
    pelos quatro cantos do seu corpo,
    vestindo sua pele com a camurça
    da nudez e do silêncio.

    Vem...
    Deita e me canta,
    sente meu desejo
    se esgueirando pelos seus dedos,
    veleja sem bússola
    pelos meus sentidos,
    me olha como quem pede lua...

    Deixa eu sussurrar minhas folhas,
    soprar minhas pétalas
    pelo seu peito de relva,
    pelo seu solo macio.
    Vem... Não volta,
    esquece a hora morta
    do cotidiano de sempre.
    Me toca feito música
    e deixa eu cantar meu bolero
    pelas suas curvas de carne...

    Sinto-me inocência
    passeando por suas alturas,
    por seus andares cheios
    da mais noturna noite densa.

    Desvenda essa face molhada
    e me mostra a sua vertente original
    de emoção-fêmea pura...
    Que eu o espero na branca paz
    do meu ventre adormecido,
    dos meus braços plenos
    de fogueiras e cantigas.

    Vem...
    Que eu desfolho
    toda essa sua vontade nua,
    que eu desperto
    todo esse seu lado cigano...
    pois o meu leite é morno
    e é rosa franca meu sorriso.
    Deixa seu barco
    navegar pelo meu leito,
    que eu carrego no peito a ânsia
    de hastear a bandeira do infinito...

    Vem...
    Deita... Me namora...
    Me afoga no espelho de luz
    dessa madrugada afora,
    me diz que no nosso tempo
    não há tempo nem hora,
    que eu não agüento
    a flor do sexo que arde
    nas entranhas de mim...

    Deixa que eu amanheça
    na espuma dessa sua onda quente,
    deixa sua emoção fluir
    da garganta num repente...
    Que eu carrego nos olhos de relento
    a voz que lhe pede a terra
    e que lhe entrega o mar.

     

     



    - Postado por: às 01h28 AM
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